Resultados de laudos de exames coletados em 2018 foi apresentado nesta segunda, 1º. Locais que não estiverem cumprindo as normas serão interditados. Locais de venda de açaí são alvo da vigilância sanitária. MedioTec/Divulgação Laudos de exames coletados este ano em estabelecimentos de venda de açaí em Belém revelaram que apenas 21% desses locais estão cumprindo as normas de higienização do fruto. Equipes do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Devisa/Sesma) realizaram 268 coletas em estabelecimentos que comercializam o açaí. Destas, 134 coletas foram em locais que já possuem o selo de qualidade “Açaí Bom”. O resultado das 134 análises dos locais que possuem o selo preocupou as autoridades. “Deste número de estabelecimentos propriamente autorizados para a comercialização, apenas 28 estão com laudo satisfatório, ou seja, o açaí que pode ser consumido sem causar nenhum prejuízo à população. Os demais, 98 foram considerados insatisfatórios e, de oito estabelecimentos, nós ainda estamos aguardando os resultados”, afirmou a gerente da Casa do Açaí, Camila Miranda. O resultado dos exames foi divulgado na última segunda-feira (1º), durante uma reunião entre a Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém (Avabel), em parceria com a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Na ocasião, foram apresentados os laudos e reconhecidos os estabelecimentos que estão cumprindo as normas de higienização do fruto. Branqueamento Com o resultado, representando apenas 21% dos estabelecimentos com laudo satisfatório, levantou-se o alerta para a forma que está sendo feito o processamento do fruto. “A gente sabe que sem as etapas, especialmente a questão do branqueamento, não vamos ter laudos insatisfatórios”, frisou a Camila. “Com esse levantamento o que a gente espera é que os vendedores de açaí se atentem para os cuidados, porque a Vigilância Sanitária fará a interdição dos locais que não estiverem cumprindo as normas, porque aqueles que não têm o comprometimento com a saúde pública, não devem ficar no mercado”, disse Camila Miranda. De acordo com a Sesma, o branqueamento é fundamental para evitar a proliferação de microrganismos, como salmonella sp, coliformes fecais e trypanossoma cruzi, causador da doença de chagas. Inicialmente as equipes de Vigilância Sanitária farão a orientação aos estabelecimentos, caso não haja o cumprimento das normas, os locais serão fechados, e aqueles que possuem o selo, perderão. A população também pode denunciar locais que não estejam cumprindo as normas de higiene pelo telefone (91) 3236-1138, não precisa se identificar, mas é necessário ter em mãos os dados sobre o estabelecimento irregular. 

 

G1